hackers russos

Para a Kaspersky Lab as alegações dos EUA são difíceis de serem comprovadas.

As alegações de Washington de que a Rússia esteve por trás dos ciberataques contra os Estados Unidos podem ser difíceis de serem comprovadas devido às sofisticadas tecnologias usadas pelos cibercriminosos.

O uso intencional de pegadas falsas com a intenção de levar os pesquisadores e investigadores longe do caminho certo só complica essa tarefa, disse a Kaspersky Lab, comentando os ataques atribuídos aos grupos de ciberespionagem Cozy Bear e Fancy Bear.

O incidente tem influenciado negativamente as relações diplomáticas entre os dois países. O governo Obama, que já terminou, acreditava que o governo russo havia patrocinado os ciberataques com o objetivo de garantir a vitória de Donald Trump, mas o Kremlin negou repetidamente qualquer envolvimento.

Para a Kaspersky Lab, a tarefa de identificação e persecução seriam melhores conduzidas pelas autoridades judiciárias, cabendo ao laboratório do fabricante pesquisar os métodos usados pelos criminosos, de forma a oferecer um melhor serviço de defesa aos clientes.

Minha opinião

Conduzir uma investigação dessa natureza, de forma a fazer prova para responsabilizar criminalmente os envolvidos, é algo extremamente complexo. Mas o negócio, lá fora, anda organizado. Empresas de segurança, como a Kaspersky Lab, trabalham em parceria com agências como o FBI, Interpol, Europol e outras polícias. Muitos casos são solucionados e, volta e meia, uma organização é desmantelada e a lei aplicada.

Se foram os russos ou não, é muito difícil dizer. No entanto, parece-me que os democratas, derrotados pelos republicanos na última eleição para presidente, querem a todo custo arrumar uma desculpa pela derrota que jamais esperavam.

Quem acompanha um pouco o que acontece nos EUA, sabe que os políticos tradicionais – encarnados de certa forma pelos Clintons, por muitos democratas e alguns republicanos – saturaram os americanos.

Trump disse aquilo que uma parcela considerável do eleitorado gostaria de ouvir e dizer. Se irá agir conforme; se o que disse é bom ou ruim, são outros quinhentos.

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