Repórter do G1 viajou para Moscou a convite da Kaspesky Lab e entrevistou o CEO e fundador da empresa.

Resumo da entrevista com Eugene Kaspersky:

  1. Diz que espera que uma ciberguerra nunca aconteça e que ciberarmas são inovações perigosas.
  2. Repórter pergunta a Eugene se algo o faria mudar de ideia em relação ao lado do jogo, ou seja, se em ao invés de defender, poderia atacar.
  3. Eugene diz que não vê motivos para mudar de lado, que trabalhar com segurança digital não é apenas um negócio, mas é a sua vida.
  4. Aponta os cibercriminosos brasileiros como os líderes mundiais de desenvolvimento de malware bancário. Diz que há alguns anos, os malware brasileiros era bem simples, mas a qualidade desses programas melhorou significativamente a qualidade. Inclusive, a análise de algumas amostras de ransomware sugere que programadores brasileiros têm participado no desenvolvimento.
  5. Diz que não é grande fã de Snowden, que não o conhece e nem pretende, apesar de reconhecer que delatores, até um certo ponto, fazem um trabalho importante, mas disse valorizar mais ainda a lealdade. Snowden não foi forte o suficiente para ser leal. Quebrou um contrato.
  6. Disse que não tem pressa para trabalhar com o Irã e Coreia do Norte, pois são países que sofrem sanções internacionais. Prefere trabalhar dentro das regras para manter a reputação que foi duramente construída.
  7. Ao ser questionado se prefere ganhar outro bilhão de dólares ou um Prêmio Nobel da Paz, disse que poderia viver sem os dois e a sua ambição é outra: O que importa a ele é manter o mundo seguro das ameaças do ciberespaço construindo seguras que o tornem inerentemente mais seguro.

A entrevista pode ser lida na integra, aqui.


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